A relevância das aspirações

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Artigo 2

Introdução

Foi Einstein quem disse que nossos sonhos são a prévia do que acontecerá
na nossa vida.
Mas qual a profundidade dessa afirmativa?
Quando almejamos muito alcançar certo objetivo é como se abastecêssemos
o âmago de um combustível que se divide em metas traçadas, determinação
para cumprí-las e a realização desse objetivo. E em meio ao atual cenário,
regido por, no mínimo, uma cadeia de inseguranças, é importante que essa
determinação ganhe doses diárias de reforço, respeitando é claro, o seu
tempo e particularidades.

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Imagem: Pixabay

Expectativa x Realidade

Com todo o boom tecnológico e redes sociais para todos os gostos cada vez
mais acessíveis, ser quem você sempre quis parece uma tarefa fácil, certo?
Não exatamente. Especialmente porque a internet, na maioria das vezes, mas faz romantizar algumas situações do que tratar delas com a sua devida carga de racionalidade, o que é imprescindível. Falar de sonhos é se permitir sim, extravasar nos devaneios e possibilidades além-mar. Mas, parafraseando o eterno personagem de J. K. Rowling (Harry Potter), Alvo Dumbledore, não vale a pena viver sonhando e esquecer-se de viver e de fazer acontecer, afinal toda realização, independente de sua natureza (se pessoal e/ou profissional), geralmente envolve bastante esforço.

Melhores em tudo

Para a Psicóloga e também Professora Nívia Pinto (45) as aspirações, sonhos
e propósitos são importantes ferramentas para a nossa saúde emocional. Ter em que acreditar nos move a sermos melhores, a fazer melhor o mundo a nossa volta. Quanta responsa hein?

Já o site queconceito.com.br complementa que as aspirações estão ligadas
ao desejo de realização pessoal, de agregar um valor a sua vida através de um sentido específico e que cumpra com uma missão.
Contudo, cada ser é único, bem como suas aspirações, que também variam
de acordo com a idade ou a época em que se está vivendo. Uma pessoa que
está começando a pensar num primeiro propósito de vida nesse momento,
naturalmente não terá os mesmos ideais que uma outra que já experienciou
a concretização de muitos e também a frustração diante dos não alcançados.

Um muro chamado Frustração

Difícil bater de frente com um NÃO? Muito! São inúmeras as pessoas que já
experimentaram o gosto da frustração que veio junto com um objetivo não
realizado. Quer seja o estudante que não passou no vestibular depois de
meses à fio de estudo ou uma mulher que não conseguiu engravidar após
quase um ano de tentativas. São exemplos distintos, mas que ilustram bem o contexto do “não foi dessa vez”.
A estudante e escritora Yana Sophia (23), que já tentou o vestibular para
Medicina mais de três vezes afirma que quando lutamos por nossos sonhos e descobrimos, que ainda assim não estamos chegando lá, vemos que a vida é dura e é assim para todo mundo. Isso não impede que a frustração corrompa até mesmo o mais nobre sonho. Porém ela continua tentando, afinal seu propósito é mais forte que a decepção momentânea da reprovação.

Plano B

Mas até que ponto a persistência deve ser considerada saudável? Se
pararmos para observar há certos casos em que a obstinação por vencer um objetivo pode inclusive atravancar a idealização de outros e manter o
indivíduo tão estático quanto alguém sem nenhum propósito de vida. E é por esta razão que se faz necessária a consciência de que, se, seu propósito não foi alcançado do jeito A, dentro do prazo ou modo estipulado, vale tentar outras possibilidades e também, caso necessário, saber aceitar que talvez o momento não seja o mais oportuno para o tão esperado SIM e tudo bem, afinal, nada nos impede de estarmos constantemente reformulando novos ideais.
De modo poético Mark Twain diz que lá longe, ao sol, encontram-se as nossas aspirações e que poderemos não alcançá-las, mas podemos levantar os olhos, ver a sua beleza e acreditar nelas.
Em resumo, ter aspirações consiste também em estarmos prontos para
vê-las realizadas ou reajustadas.

Artigo 3 – Relacionamentos