O hobby e a saúde mental

Artigo 2

Jojo Dieira– Estudante de Odontologia da Faculdade de Macapá- FAMA – Autora de Contos, Crônicas. Resenhista e Hand Lettering – Macapá – AP – Email: jojodieira@gmail.com

Palavras-chave: saúde; rotina; mente; hábitos; endorfina

Introdução

Quem nunca necessitou de uma válvula de escape no meio de um rotina
caótica? Ou buscou um refúgio das atividades cotidianas?
É normal, a necessidade de recorrer a uma pausa do piloto automático,
a ocorrência desse desejo de desenvolver habilidades e, em simultâneo,
gerenciar com um tempo tão curto restantes da dupla jornada. Tudo bem, não há nada de errado. A problemática está nas dúvidas que permeiam o desejo: por que a necessidade se manifesta? Vale a pena a prática do hobby?

A influência do Hobby na saúde mental

Dialogar a respeito da saúde mental e os cuidados com essa ramificação
da saúde geral é primordial para compreender a interferência de hábitos ao
organismo. No corpo humano, a liberação gradual de endorfinas na corrente sanguínea promovidas pela a prática de exercícios de satisfação pessoal causam a sensação de felicidade e bem estar.
Muito mais que um momento de lazer, a quebra na rotina dimensiona
reflexões sobre a vida o que nem sempre possível quando a mente está
atolada nos afazeres diários. Um momento para respirar, sorrir e redirecionar caminhos é como se apresenta a dedicação a um hobby.
A “brecha” no ritual da existência promove o desenvolvimento da
autoanálise, onde o indivíduo entra em contato com as potencialidades. Essas incultas possuem a oportunidade de serem aprimoradas após a descoberta. São recordações da vida e a importância de vive-la.
Ao desenvolver aptidões, o indivíduo transgride as barreiras que surgem
ao longo da vida, visto que se desafia através de progressões contínuas.
Partindo do pensamento de Hegel sobre a objetivação, a análise de Mário
Sérgio Cortella em seu livro Por que fazemos o que fazemos? revela que o
encontro de si mesmo é se re-conhecer naquilo que executa, visto que o
indivíduo é subjetivo. Dessa maneira, se permitir a realização de novas
habilidades é experimentar as facetas presentes no interior do ser humano.

O planejamento da rotina

A produtividade costuma ser a prioridade na montagem da programação
rotineira. No entanto, a exigência em tentar aproveitar o máximo do tempo
diário pré-determinado pode gerar abalos a saúde mental.
Estresse. Ansiedade. Frustração.  Depressão. São alguns dos males
presentes na sociedade contemporânea que podem ser minimizados com a
adesão dos famosos hobbies na rotina. A primeira vista, a organização das tarefas não é um trabalho empolgante, devido à dificuldade de sua aplicação, uma vez que nem todos são como a Mônica de Friends no quesito planejamento. Um salve pelas diferenças! Porque a busca do equilíbrio nas atividades cotidianas e da paciência em aplicar as anotações da agenda ou do planner esclarecem ao indivíduo a noção do que exerce em sua existência ofertando a possibilidade da mudança.
Embora sejam características almejadas mas complicadas de serem
colocadas em ação, podem ser desenvolvida independente da personalidade, tudo depende do ângulo facilita quando observada como uma forma de gerir suas paixões. Então, é ajustar a lente da vida sendo possível perceber que o hobby também precisa fazer parte do checklist semanal. Há uma estigma negativa e associação a prática de um hobby como uma perda de tempo. Levando em consideração, o nome “passatempo” a execução da atividade como recorrência a “passar o tempo” pode cogitar ser uma mera distração. No entanto, os benefícios provocados pelo hobby ao bem estar físico e mental são imensuráveis.
Ademais, novos talentos apresentam-se ao se permitir arriscar em
diferentes áreas. Coragem, onde se esconde nesses momentos?

Novas direções

Para Sherlock Holmes, a aplicação de “conhecimentos especiais” em
áreas do saber aparentemente desconexas de sua profissão viabilizaram a sua dedução diferenciada na resolução de casos. Ora, o estudo nas diferentes especialidades possibilitaram ao detetive uma detecção aguçadas dos resquícios do responsável nos mistérios. Coincidências, talvez não, querido Watson.
A inserção de hobbies na rotina não é tarefa fácil, entretanto é
importante para a saúde mental e para o autoconhecimento. Logo, retomar a desenvolver atividades deixada no passado ou se propor a realização de novas habilidades pode ser uma chance para uma reinvenção de si mesmo.
A endorfina, o neuro-hormônio produzido pela glândula hipófise, é uma
substância gloriosa mas que precisa ser estimulada por meio da realização de atividades prazerosas. Nunca é tarde demais para traçar novos caminhos, não se pode negar a chance as qualidades que necessitam de um breve espaço de tempo para praticar. Quem sabe não seja um bom momento para tentar algo novo?

Artigo 3: O quanto a questão sanitária influencia nossa saúde?