Relacionamentos

Site: http://www.flaviatironi.com.br

@flaviatironiescritora

Artigo 3

Há muito o que se falar sobre o amor e suas várias manifestações e talvez você até odeie o dia dos namorados, não é mesmo?

Mas calma que este texto não é só para os pombinhos de plantão, não. A idéia aqui é falar de relacionamentos de modo mais abrangente e de como eles influenciam no nosso desenvolvimento pessoal.

Fonte: Pixabay

Amor e outras drogas

Desde 1948, em 12 de junho, comemora-se no Brasil o dia dos namorados (no restante do mundo o Valentine’s Day ou Dia de São Valentim é comemorado em 14 de fevereiro). O motivo? Puramente comercial.

Publicidades à parte, há quem espere pelo dia mais romântico do ano como quem espera pelo dia do próprio aniversário. E por que não? É bonito, propício para a troca de presentes e até para conhecer, quem sabe, o amor da sua vida.

No entanto, a estabilidade de um relacionamento amoroso vai muito além de uma data comemorativa e dos imediatismos fruto do calor das emoções. Estar com alguém nem sempre é um hábito casual. Para muitos, ter alguém para dividir a vida é ser responsável pelo o que suas atitudes, dali em diante, implicam no âmago do outro. É estar presente de modo constante e leal, permitindo que esse outro possa contar contigo e vice-versa.

A Analista de teste, Flávia Silva (30) acredita que os relacionamentos casuais não são de fato um problema, desde que ambas as partes estejam cientes e maduras para lidar com isso, pois do contrário, uma das partes acaba saindo ferida. E tendo perdido a confiança pode até deixar de acreditar em uma relação duradoura posteriormente.

Autoconhecimento

Todos nascem e morrem “sozinhos”, mas como já dizia Aristóteles, o homem é um ser social. É natural do ser humano construir e manter relacionamentos, quer seja de modo pessoal ou em ambientes de caráter coletivo. E aquela velha história da política da boa vizinhança pode até parecer sacrifício para alguns. Porém, viver bem em comunidade muitas vezes diz mais sobre autoconhecimento do que o que se pensa e ou julga em relação ao outro. A título de exemplo, numa relação afetiva ou mesmo no trabalho, é comum atribuir a culpa de algo que não deu certo ao outro, porque há certo condicionamento ora por receio, ora comodismo, terceirizar responsabilidades, quando na verdade é necessário olhar um pouco mais para si, pois geralmente o que se critica no outro é reflexo de um incômodo pessoal.

Antes só que mal acompanhado

Deepak Chopra, um médico e escritor indiano, afirma que seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento. Naquele momento, frisou bem.

Não raramente temos ouvido falar sobre relacionamentos abusivos e alguns, infelizmente, com desfechos bastante trágicos.

Para a Psicóloga e Youtuber Joicielly Silva (24) apesar de muitas informações, ainda associa-se relacionamento abusivo com violência física, porém o abuso vai mais além que isso. Existe pelo menos um tipo de violência: verbal, financeiro, psicológico, física, sexual e tecnológico. E um dos que mais infiltra em você é o abuso psicológico, por ser feito de forma cautelosa, com pequenas ações que, na maioria das vezes, você nem acha estranho, até por causa da nossa criação e cultura machista.

Mas até que ponto andam tão carentes e inseguras as pessoas à ponto de se submeterem à tanta opressão?

“Todo mundo tem o amor que acha que merece.”

A frase, do filme As vantagens de ser invisível (2012), poderia responder bem essa pergunta se merecer e aceitar fossem a mesma coisa.

O médico e psiquiatra Roberto Shinyashiki  diz que alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. E ele ainda “aconselha”, bastante espirituoso, que não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe… e deixe o espaço livre para um novo amor.

Extremismos à parte, vale considerar que, solidão deveria ser mais uma escolha nem sempre equivalente à sentir-se só no sentido literal, que um estado de espírito deprimido e estereotipado, afinal a vida passa feito um sopro e cabe a cada um cultivar o amor próprio antes de buscar o amor no outro.

Artigo 4 – Deixar ir ou ressignificar